Análise: na guerra comercial contra a China, banir Huawei é a ‘opção nuclear’ de Trump

WASHINGTON e XANGAI – Maior fabricante global de equipamentos de telecomunicações , a chinesa Huawei entrou na mira do presidente americano Donald Trump em sua guerra comercial contra a China . Trump permitiu a inclusão da Huawei na lista de empresas proibidas de comprar de fornecedores americanos.

Banir a Huawei pode ser a “opção nuclear” dos Estados Unidos contra o avanço da economia chinesa, mas terá impactos globais, colocando em risco o desenvolvimento da tecnologia 5G, a quinta geração das redes de telefonia celular, usada em carros autônomos e nos objetos conectados (internet das coisas).

A Casa Branca lançou dois golpes contra a China nesta quarta-feira: 1) proibiu empresas consideradas perigosas para a segurança nacional de vender para os Estados Unidos; e 2) autorizou o Departamento de Comércio a impedir que a Huawei, especificamente, compre insumos de companhias americanas.

O Departamento do Comércio, em seguida, usou essa autorização, anunciando que a fabricante chinesa e suas dezenas de afiliadas só poderão comprar de fornecedores americanos mediante aprovação prévia do governo americano.

Coincidentemente, a decisão de Trump ocorre na semana em que a Huawei lança, no Brasil, seus smartphones .

Especialistas acreditam que, a partir de agora, o governo americano deve emitir licenças para a maioria dos exportadores americanos venderem à Huawei, deixando a opção de suspender essas autorizações como uma ameaça à China.

Bolsonaro : ‘Pequeno problema econômico’ entre EUA e China pode beneficiar o Brasil

A investida americana será não apenas um duro golpe contra a Huawei, como também afetará negócios bilionários de gigantes dos EUA, como as fabricantes de chips Qualcomm e Micron Technology, além de provocar um retrocesso na instalação de redes 5G em todo o mundo.

A decisão já está sendo considerada por especialistas como o início de uma nova fase na guerra comercial: a “guerra tecnológica”. Nesta quinta-feira, o presidente francês Emmanuel Macron criticou a decisão de Trump e afirmou que a guerra tecnológica não é “o melhor caminho para defender a segurança nacional de um país, ou para reduzir as tensões”.

O quadro ganha contornos mais graves diante das pressões dos EUA para que seus aliados tradicionais também excluam a Huawei de suas redes de 5G, sob alegação de riscos à segurança nacional. A pressão é maior sobre a aliança conhecida como “Five Eyes”, que reúne EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, grupo para cooperação e troca de informações de espionagem.

No ano passado, sanções semelhantes dos EUA contra a também chinesa ZTE praticamente inviabilizaram a empresa. Mas a Huawei é muito maior do que sua pequena rival e conterrânea. A estimativa é que um terço do orçamento da Huawei seja destinado à aquisição de componentes fabricados nos EUA. Dos 92 fornecedores globais da Huawei, 33 são americanos.

Empresas americanas dominam os negócios de semicondutores e um banimento completo da Huawei levaria a uma forte redução em toda a sua linha de produção, de estações base a smartphones. As sanções poderiam, no limite, até impedir a Huawei de usar o sistema operacional Android, da americana Google, em seus aparelhos de celular.

— Esta decisão pode levar à destruição da Huawei — afirma Scott Kennedy, um especialista em China no Center for Strategic and International Studies. — Não se pode subestimar o significado disso. Trata-se de uma empresa muito importante e ameaçá-la vai provocar reações do público e também do governo chinês. As negociações comerciais estavam paralisadas e, agora, vão por água abaixo.

Como pano de fundo para essa campanha de Trump contra a Huawei e a ambição chinesa de se tornar uma potência tecnológica, os EUA acusam a empresa de ajudar Pequim em ações de espionagem.

O Departamento de Justiça americano afirma que a companhia violou sanções contra o Irã e, no ano passado, esteve por trás do pedido de prisão da executiva Meng Wanzhou, diretora financeira da Huawei e filha do fundador da empresa, que foi detida no Canadá.

Mas, por falta de concorrentes capazes de ocupar o espaço deixado pela Huawei, analistas acreditam que os EUA podem acabar não levando a cabo suas ameaças. Principalmente porque, nessa disputa, empresas americanas que dependem da Huawei podem sair muito machucadas.

E, apesar da pressão de Trump sobre aliados, até o Reino Unido este mês se recusou a endossar os pedidos dos EUA por um boicote à Huawei. Apenas Japão e Austrália, até então, haviam sinalizado apoio às pressões americanas contra a fabricante chinesa.

Se os EUA levarem adiante seu bloqueio a Huawei, diferentes países e operadoras de celular que já gastaram bilhões de dólares para construir redes locais de 5G terão de recomeçar do zero, buscando outros fornecedores, como Nokia e Ericsson, a custos maiores. Isso levará a um atraso na implantação do 5G, afetando áreas tão diferentes como a medicina avançada, os carros autônomos ou as casas inteligentes.

E a Huawei parece ter se antecipado ao risco de sanções. A empresa tem desenvolvido sua própria linha de produção de chips, já usada em muitos de seus smarthpones. Há relatos de que a chinesa também desenvolveu seu próprio sistema operacional para celulares e servidores.

Mas, por enquanto, a Huawei ainda depende muito da tecnologia americana. Suas estações-base, servidores e cabos submarinos simplesmente não conseguem funcionar sem os chips da Qualcomm. E as alternativas à Qualcomm são todas americanas: Intel, Micron ou Broadcom.

Fornecedores americanos de menor porte também são cruciais. Os cabos de fibra óptica são da Lumentum e usam conectores da Amphenol. Os chips analógicos são da Inphi. Os semicondutores de rádio frequência usados nas redes 4G e 5G são da Qorvo e da Analog Devices.

O armazenamento é feito com tecnologia da Western Digital. Os chips de processamento digital são fornecidos pela Texas Instruments. E os softwares da Oracle são usados em equipamentos vendidos pela Huawei para estatais.

A história recente da ZTE fornece um roteiro para o que pode ocorrer com a Huawei daqui para frente. Em 2017, a ZTE quase foi à lona após ser acusada pelo Departamento de Comércio americano de infringir sanções contra o Irã. Foi banida de comprar de fornecedores americanos e esteve à beira da falência, antes de Trump voltar atrás como barganha nas negociações da guerra comercial com Pequim.

Mas com a Huawei as consequências podem ser mais danosas. Uma sanção generalizada contra a empresa não deve receber apoio dos aliados de Washington por razões meramente econômicas e também pelo fato de que a tecnologia 5G desenvolvida pela Huawei é simplesmente considerada a melhor do mundo até agora.

É por isso que alguns observadores, como os analistas da Eurasia Group, acreditam que a Casa Branca não vai implementar um banimento completo da Huawei. Em vez disso, argumentam, o governo Trump deve emitir licenças de exportação para todas as empresas americanas, deixando como carta na manga a suspensão dessas permissões no futuro.

Analista da empresa de pesquisa de mercado Gartner, Roger Sheng compara a estratégia americana a uma popular fábula chinesa, “O Rei Macaco”. Na história, o macaco é muito poderoso e recebe de um monge um presente de Buda: uma bandana mágica que, uma vez amarrada em sua cabeça, não pode ser retirada. Cada vez que o macaco se comportava mal, a bandana emitia sons terríveis, que provocava imensa dor.

— Os EUA estão colocando uma bandana na cabeça da Huawei — avalia Sheng, de seu escritório em Xangai. — O impacto vai muito além de suas ambições na tecnologia 5G, porque, sem fornecedores americanos, a Huawei não consegue nem manter suas operações normais.

Curadoria traz famoso pastrami para Botafogo

Croquete de brisket defumado é exclusivo do cardápio da casa nova, no Be+Co

Por dois anos a Barra se destacou no quesito pastrami no Rio. Mérito da Curadoria. Mas, agora a casa especializada em defumados e charcutaria está também num dos contêineres da Be+Co , em Botafogo.

Leia também: Nova pizzaria em Botafogo lança mil-folhas salgado

Digo Teixeira promete uma novidade exclusiva a cada semana para a loja da Zona Sul, dependendo do humor. Para a estreia, então, ele deveria estar rindo à toa para criar o croquete de brisket defumado (R$ 28).
Curadoria. Classic Burger: blend da casa feito com peito, acém e bacon, maionese, picles, cebola roxa, queijo cheddar e o bacon artesanal no pão brioche Foto: TomasRangel / Divulgação

No cardápio fixo, estão hits da matriz, como o sanduíche de pastrami (R$ 37), com maionese da casa, mostarda l’ancienne, queijo meia cura gratinado e picles no pão de leite, e o classic burger (R$ 34), com 160g do blend da casa (de peito, acém e bacon), maionese, picles, cebola roxa, queijo safado e o bacon artesanal no brioche (R$ 34).

Curadoria no Be+Co: Rua da Matriz 54 Botafogo

Após vídeo de Mick Jagger dançando, Rolling Stones anunciam novas datas para turnê

Shows teriam início em Miami no dia 20 de abril, mas cantor precisou passar por cirurgia cardíaca

RIO — Apenas um dia após Mick Jagger publicar um vídeo dançando no Instagram, os Rolling Stones anunciaram novas datas para a turnê “No Filter” nos Estados Unidos e Canadá. Os shows foram adiados no fim de março depois que o cantor precisou de uma cirurgia cardíaca. Todos as apresentações foram remarcadas.

No anúncio, a banda diz estar “encantada” em anunciar as datas, e que “Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood mal podem esperar para voltar à estrada novamente trazendo o show ‘No Filter’ primeira vez para os fãs americanos e canadenses”

No fim de março, os médicos de Mick Jagger desaconselharam o cantor a sair em turnê, dizendo que o artista deveria ter uma “recuperação completa” para poder voltar aos palcos. Veja as novas datas abaixo.

21 de Junho: Chicago, Soldier Field

25 de Junho: Chicago, Soldier Field

29 de Junho: Ontario, Canadá, Burl’s Creek

3 de Julho: Washington, FedExField

7 de Julho: Foxboro, Gillette Stadium

14 de Julho: Nova Orleans, Mercedes-Benz Superdome

19 de Julho: Jacksonville, TIAA Bank Field

23 de Julho: Philadelphia, Lincoln Financial Field

27 de Julho: Houston, NRG Stadium

1 de Agosto: East Rutherford, MetLife Stadium

5 de Agosto: East Rutherford, MetLife Stadium

10 de Agosto: Denver, Broncos Stadium at Mile High

14 de Agosto: Seattle, CenturyLink Field

18 de Agosto: Santa Clara, Levi’s Stadium

22 de Agosto: Pasadena, The Rose Bowl

26 de Agosto: Glendale, State Farm Stadium

31 de Agosto: Miami, Hard Rock Stadium

Real Madrid desbanca Manchester United como marca mais valiosa do futebol mundial

Clube espanhol volta ao topo do ranking depois de nove anos e também tira do Barcelona o posto de mais forte

Um estudo da consultoria britânica de valor de marcas Brand Finance divulgado nesta quinta-feira colocou o Real Madrid no topo do ranking das 50 marcas mais valiosas do futebol mundial, desbancando o Manchester United. O clube espanhol não ocupava o primeiro posto desde 2010 e foi avaliado em € 1.646 bilhões, quase R$ 7,4 bilhões, um crescimento de 26,9% em relação ao ano passado.

Além de valiosa, a marca do Real Madrid é a mais forte, em estudo que avalia o potencial para o sucesso futuro. O clube merengue voltou ao topo dessa lista, destronando o rival Barcelona. A única diferença entre os dois Top 10 é o Paris Saint-Germain na relação que leva em conta só o financeiro e a Juventus na outra.

O Real também se tornou o primeiro do mundo a quebrar a barreira de € 750 milhões (mais de R$ 3,36 bilhões) em receitas na temporada 2017/18, com recursos comerciais totalizando € 356 milhões (mais de R$ 1,59 bilhão).

  • O Real Madrid mostrou este ano que realmente reina supremo no mundo do futebol. Eles triunfaram não só como a marca mais valiosa e forte, mas o valor de empresa e estádio também estão em segundo lugar. O clube de maior sucesso na história do futebol europeu finalmente está colhendo os benefícios de décadas de performances espetaculares dentro e fora de campo – disse o diretor da Brand Finance, Bryn Anderson.

A saída do United do topo do ranking não diminui a força do futebol inglês. O estudo aponta a Premier League como a liga nacional mais seguida nos principais mercados europeus, e os clubes ingleses dominam o ranking com 17 participantes e 43% do valor total de marca.

Além dos seis superpoderosos (United, City, Liverpool , Chelsea, Arsenal e Tottenham), que figuram no Top 10, o estudo destaca a entrada do bem sucedido Wolverhampton no ranking. Campeão da segunda divisão em 2017/18, terminou a temporada da Premier League em sétimo lugar e entrou na lista em 28º, à frente de clubes como Ajax, Sevilla e Celtic.

Parabellum confirma John Wick como maior série de ação do novo século

Keanu Reeves é como o vinho. Aos 54 anos, ele já se reinventou uma dúzia de vezes, e o faz com tanta serenidade que, quando emplaca um “retorno”, é como se nunca tivesse se ausentado. Parece se tornar melhor, mais seguro e mais confortável na pele de “astro” com o tempo. Transitando com facilidade entre produções independentes e o cinemão hollywoodiano, ele chegou ao ponto em que não precisa mais se provar para a indústria, e pode continuar experimentando, inclusive como produtor e diretor, enquanto alimenta a série que, além de deixar os executivos contentes, definitivamente abraçou como sua. O fato de John Wick ser um personagem tão sensacional, encabeçando filmes tão incríveis, é um bônus feliz.

Até porque séries de ação costumam evaporar as idéias quando esticadas sem critério. Máquina Mortífera perdeu o gás depois de dois exemplares. Duro de Matar perdeu o sangue nos olhos a partir do quarto filme. E eu nem vou falar de filmes qualquer nota mais recentes, como aqueles cometidos por Liam Neeson (com Busca Implacável e seus clones) ou por Jason Statham (eu mal lembro do primeiro Carga Explosiva). John Wick, por outro lado, chega em seu terceiro capítulo, Parabellum, com tanto vigor que parece executado por um grupo de iniciantes dispostos a buscar seu lugar na constelação do gênero. O que mais impressiona na aventura comandada por Chad Stahelski é seu compromisso com personagens, com temas, com coesão narrativa – ao mesmo tempo em que abraça um balé de balas, sangue e violência tão intenso e hipnotizante que cobra um preço físico de quem embarca na aventura. Não tem pra ninguém: essa terceira rodada consolida John Wick como melhor série de ação do novo século.

E tudo começou com De Volta ao Jogo, que em 2014 colocou Keanu Reeves em um jogo de vingança com estrutura simples: maior assassino do mundo encontra a paz, mas forças externas o forçam, relutante, a voltar a fazer o que ele faz melhor. E só. Stahelski (em parceria com David Leich, que depois dirigiu Atômica e Deadpool 2) usou sua experiência como dublê para emoldurar a trama convencional com coreografias de ação inacreditáveis – em especial se observarmos o orçamento enxuto de 20 milhões de dólares. Reeves se mostrou o intérprete perfeito para um sujeito com expressão de granito, uma força da natureza incontrolável que apavorava criminosos e matadores só com a menção de seu nome. A grande sacada foi deixar o realismo de lado e ambientar o filme em um mundo fantástico, em que assassinos trabalham sob as asas de uma organização cheia de regras, eventualmente reunidos em um hotel que seria refúgio seguro. Ao estabelecer os parâmetros deste universo, o diretor pode se divertir com um filme violento e intenso e intensamente divertido – eu adoro quando, no novo filme, Wick quebra o pau com um séquito de assassinos pela estação Grand Central em Nova York e ninguém dá a mínima para a carnificina em curso.

Deu tão certo que John Wick: Capítulo 2 ganhou mais grana de produção (e faturou o dobro de seu antecessor) e expandiu seu mundo, com o personagem de Keanu abandonando o tema de vingança, arco encerrado na aventura anterior, para abraçar honra e deveres – e, depois, traição. Espertamente a produção foi anabolizada e tornou-se internacional, ajudando a desenhar o que já era uma mitologia moderna de ação. O filme terminava no gancho mais cara de pau do cinema moderno, e é exatamente o ponto de partida de Parabellum. Abandonado pela Alta Cúpula de assassinos, e com a cabeça a prêmio, John Wick é obrigado a bater em todas as portas e cobrar todos os favores para tirar o seu da reta. A trama é, mais uma vez, de simplicidade espartana, e às vezes derrapa na profusão de nomes, histórias e lugares que ampliam ainda mais sua mitologia peculiar. A direção, por sua vez, é implacável: em vez das cores dessaturadas que assinam boa parte do gênero, Parabellum toma o cenário em neon do filme anterior como base e cria um mundo colorido e vibrante, em que tudo pode se tornar arma para tomar a cabeça de Wick – de armas antigas a pedaços de vidro ao casco de um cavalo. A ação começa ainda no primeiro ato e é incessante até o final apoteótico.

Tudo em John Wick: Capítulo 3 – Parabellum é operístico. Da coreografia de ação à escala do universo, chegando ao preço que custa a cada um dos personagens para se manter em pé. Ajuda, claro, o fato de Wick ter se tornado uma das grandes criações do cinema moderno, uma espécie de samurai zen que encontra em Keanu Reeves a combinação de serenidade e fúria que resultam em um anti herói único. Ele é um assassino sem piedade, uma máquina de matar calculista que executa seus algozes com precisão cirúrgica – mas torcemos por ele por saber que a motivação primal é o amor, ou a perda dele de forma tão pobre e zombeteira. Mesmo com o fluxo narrativo pontuado por cenas de ação sucessivamente mais ousadas, longas e espetaculares, nossa curiosidade ainda é movida pela vontade de vê-lo triunfar – ou melhor, em descobrir como e se ele vai triunfar. A estrutura simples permite que o estilo supere a substância, mas só o bastante para que a jornada de Wick nunca seja secundária.

No centro de tudo está Keanu Reeves. Assim como em Bill & Ted ou em Matrix, é impossível imaginar outro intérprete para um personagem que é quase um super-herói, que experimenta todo tipo de provação que o corpo humano pode suportar e ainda se mantém em pé. É a extrapolação dos clichês, mas funciona porque é Reeves que está ali, sua fúria encapsulada por trás de um ranger de dentes e sobrancelhas arqueadas. Cercá-lo de gente tão espetacular como Ian McShane, Laurence Fishburne e Hally Berry é uma sacada de gênio, que faz o ator nunca entregar uma performance pela metade, mesmo quando tudo que o cerca neste ambiente hiperrealista é exagerado e absurdo. Tudo é superlativo. Mark Dacascos surge como um assassino tão bom quanto Wick, mas não consegue deixar de agir como fã deslumbrado mesmo quando eles estão em uma luta de vida ou morte. Angelica Huston volta ao cinemão como uma senhora do crime assustadora. O melhor de tudo: nem de longe Parabellum indica o fim da história de John Wick no cinema. Não é o filme perfeito. Mas é um mundo único e original que eu não me importaria em revisitar várias e várias vezes.

Decreto dá a Santos Cruz poder de avalizar até nomeação de reitores de universidades federais

Atacado por olavistas na semana passada, o ministro Santos Cruz se fortaleceu no governo com um decreto publicado nesta quarta-feira (15), que dá poderes à Secretaria de Governo, pasta comandada por ele, de avalizar indicações e nomeações do Executivo.

Diz trecho do decreto que compete à Secretaria de Governo da Presidência da República: avaliar as indicações “de dirigente máximo de instituição federal de ensino superior” e indicações para “nomeação ou designação para desempenho ou exercício de cargo, função ou atividade no exterior”.

A partir de 25 de junho, a Secretaria de Governo terá de dar aval a todas as nomeações/indicações de cargos como, além de reitores de universidades federais, embaixadores, secretários-executivos, cargos DAS [de confiança] níveis 3, 4, 5 e 6. A avaliação será feita com base na “conveniência e oportunidade administrativa” das indicações.

Ao blog, o ministro disse que o decreto “é para organizar melhor o sistema de nomeações” e que foi “feito em conjunto”. São cinco autoridades que assinam o decreto: além do presidente Jair Bolsonaro, os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Augusto Heleno (GSI), o próprio Santos Cruz e Wagner Rosário (CGU).

O ato do Executivo fortalece Santos Cruz uma semana após o ideólogo Olavo de Carvalho disparar ataques ao núcleo militar do governo. Olavo é conselheiro do presidente Bolsonaro.

Santos Cruz foi um dos principais alvos do ideólogo, e recebeu manifestações de solidariedade – por exemplo, do general Villas Boas, ex-comandante do Exército e um dos militares mais respeitados do país.

Na terça-feira (14), o governo precisou negar especulações de que Santos Cruz seria demitido. Ao blog, o ministro Augusto Heleno chegou a dizer que não existia “nenhum fundamento” na exoneração de Santos Cruz.

Um dia depois, o decreto com mais poderes a Santos Cruz foi publicado.

O decreto também cria o Sistema Integrado de Nomeações e Consultas (Sinc), um sistema eletrônico que vai centralizar e armazenar todas as indicações de nomeações por parte dos ministérios. No sistema, as indicações precisarão ter informações como experiência profissional. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Controladoria-Geral da União (CGU) farão uma análise da “vida pregressa” da pessoa em questão.